O que é a Catedral do Som? - CELS - UNREGISTERED VERSION

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O que é a Catedral do Som?

Catedral do Som

Abaixo está transcrito o capítulo 8 do livro "O mundo que eu encontrei" de Luiz Sérgio de Carvalho onde ele conta sua experiência na "Catedral do Som" no plano espiritual.

A Catedral do Som

... de repente, avistaram-se reluzentes cúpulas irradiando luz diáfana...



"Com bastante alegria venho dar minha mensagem hoje, porque estou realmente satisfeito com os progressos que consigo, graças ao auxílio de todos os amigos: os de cá e os vivos e os que já não o são, isto é, relativamente ao nosso ponto de apoio ou ao nosso estado atual. O que é vivo para você é passado para mim e vice-versa.

Assim é a vida, uma continuidade cada vez mais impressionante, não porque provoque medo, mas porque nos traz incessantes novidades e coisas belas que jamais imaginaríamos encontrar.

Veja só o que fomos descobrir!

Num vasto platô, como o que acharíamos no cimo dos montes Urais, rodeado de belos píncaros nevados, de repente, avistaram-se reluzentes cúpulas, irradiando luz diáfana em lugar onde nunca imaginei houvesse alguém morando.

"É uma cidade perdida", pensei.

Não, não era. Chegamos mais perto e vimos que as construções eram belas obras de arte.

"Quem teria feito aquilo?"

Aproximamo-nos ainda mais. As cores que eram irradiadas dos lavores artisticamente arquitetados produziam um efeito de estrelas refulgindo ao brilho do sol, com tal intensidade que quase não conseguia fixar a vista.

Procurava lembrar-me se havia estudado aquele lugar, quando me ocorreu que já era espírito e que, portanto, aquela linda cidade ou construções seria de matéria fluídica e não densa. Como vê, às vezes ainda a gente esquece que já é espírito.

Acerquei-me com os outros do local. Lá estivemos muito tempo rodeando e tentando aclimatação para podermos penetrar, até que conseguimos, vagarosamente, chegar a um majestoso edifício todo recamado de refulgentes gemas, ou pedras brilhantes azuis, tendo dentro uma luz diáfana que não se sabia de onde vinha, mas que fazia cintilar o teto, de onde prendiam espécies de estalactites de formas artísticas e originais. A obra era feita pela mente de Espíritos de grande capacidade artística e de grande conhecimento.

Era uma catedral - a Catedral do Som.

Isso porque ali tudo era transmitido através de sons harmoniosos, suaves, que nos diziam ou nos faziam sentir exatamente o que queriam exprimir. Logo que entramos ouviu-se um alegre murmurar de sons que pareciam nos dar as boas-vindas. Depois houve uma conversa entre nós e os sons. Eu não entendia o que queriam dizer, mas senti como uma intuição que me levava a crer que alguém que eu não via dizia que o momento era solene para nós, pois estávamos admirando uma obra de grande elevação artística e que só Espíritos de escol poderiam ter arquitetado. Os "construtores" deveriam ter qualidades excepcionais para conseguirem aquele resultado. Isso não sei se pensei ou se ouvi, mas tenho a certeza de que senti através dos sons cristalinos que chegavam ao meu espírito.

Depois senti um convite à oração.

Recolhi-me em prece e conforme me elevava fui divisando brancas e esvoaçantes formas que emitiam de si sublime música, como se assim estivessem conversando. Delas saiam jorros de luz de várias cores, que se refletiam no ambiente dando colorações diversas, conforme os sons que emitiam. O som saía como se aquelas formas o emitissem de si, do seu todo, pois não era pronunciado por órgão vocal, mas era "vibrado" por elas (as formas).

Fiquei extasiado e logo que procurei investigar aquilo que via, desliguei-me do contato que estava tendo e deixei de observar a causa dos sons que distinguia.

Nosso espírito estava tão enlevado que não possível trocarmos nenhuma observação, enquanto durou nossa permanência no local. Aliás, este assunto ficou somente em observação. Disse-nos o mentor que havíamos recebido uma rara oportunidade de conhecermos o grau de evolução que teremos de alcançar para podermos dominar cientificamente os problemas da Física ou mais particularmente da Eletrônica, a fim de conseguirmos imprimir, quando na Terra novamente, maior impulso aos conhecimentos.

Eu não podia deixar de vir dizer essas coisas. Acho que você nunca ouviu falar nelas. Ainda estou sob a influência da impressão que tive."

Mensagem de 6/5/1974.

 
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